Sobre transgeneroseoshormonios

== Transgêneros e os Hormônios == Blog criado para debates das consequências do uso de Hormônios para transexuais ( Terapia Hormonal MTF e FTM) discussão, conhecimento e trocas de experiências em relação a tudo que envolve o tratamento hormonal. ===== Sejam bem vindas (os) =====

Lea T. finalmente mulher

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Lea T. finalmente mulher

A top model transexual Lea T., enfim, realizou seu sonho: batizada como Leandro Cerezo, filho do ex-jogador Toninho Cerezo, Lea já é 100% mulher. Acaba de ser submetida à cirurgia de mudança de sexo. “Deu tudo certo. Ela está muito feliz, se recuperando bem”, confirmou à repórter Thaís Botelho um familiar da modelo, revelada mundialmente pelo estilista da Givenchy, Ricardo Tisci. Lea viajou há um mês para a Tailândia, onde realizou a operação, tecnicamente chamada de redesignação sexual. Ela ainda se recupera naquele país.
A Tailândia, tradicionalmente menos burocratizada nesse quesito cirúrgico, é um dos principais destinos para transexuais que buscam a transgenitalização. No Brasil, a cirurgia foi autorizada em 2008.

ORIENTAÇÕES SOBRE IDENTIDADE DE GÊNERO: CONCEITOS E TERMOS

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ORIENTAÇÕES SOBRE IDENTIDADE DE GÊNERO: CONCEITOS E TERMOS

Orientação sexual
Atração afetivo-sexual por alguém. Sexualidade. Diferente do senso pessoal
de pertencer a algum gênero.

Assexual
Pessoa que não sente atração sexual por pessoas de qualquer gênero.

Bissexual
Pessoa que se atrai afetivo-sexualmente por pessoas de qualquer gênero.

Heterossexual
Pessoa que se atrai afetivo-sexualmente por pessoas de gênero diferente
daquele com o qual se identifica.

Homossexual
Pessoa que se atrai afetivo-sexualmente por pessoas de gênero igual àquele
com o qual se identifica.

Crossdresser
Pessoa que frequentemente se veste, usa acessórios e/ou se maquia
diferentemente do que é socialmente estabelecido para o seu gênero, sem
se identificar como travesti ou transexual. Geralmente são homens
heterossexuais, casados, que podem ou não ter o apoio de suas
companheiras.

Transexual
Termo genérico que caracteriza a pessoa que não se identifica com o gênero
que lhe foi atribuído quando de seu nascimento. Evite utilizar o termo
isoladamente, pois soa ofensivo para pessoas transexuais, pelo fato de essa
ser uma de suas características, entre outras, e não a única. Sempre se
refira à pessoa como mulher transexual ou como homem transexual, de
acordo com o gênero com o qual ela se identifica.

Homem transexual
Pessoa que reivindica o reconhecimento social e legal como homem. Alguns
também se denominam transhomens ou Female-to-Male (FtM).

Mulher transexual
Pessoa que reivindica o reconhecimento social e legal como mulher.
Algumas também se denominam transmulheres ou Male-to-Female (MtF).

Travesti
Pessoa que vivencia papéis de gênero feminino, mas não se reconhece
como homem ou mulher, entendendo-se como integrante de um terceiro
gênero ou de um não-gênero. Referir-se a ela sempre no feminino, o artigo
“a” é a forma respeitosa de tratamento.

Transformista ouDrag Queen/Drag King
Artista que se veste, de maneira estereotipada, conforme o gênero masculino
ou feminino, para fins artísticos ou de entretenimento. A sua personagem
não tem relação com sua identidade de gênero ou orientação sexual.

Queer ou Andrógino ou Transgênero
Termo ainda não consensual com o qual se denomina a pessoa que não se
enquadra em nenhuma identidade ou expressão de gênero.

Transexualidade é uma doença ???

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Transexualidade é uma doença ???

A transexualidade é uma questão de identidade. Não é uma doença mental,
não é uma perversão sexual, nem é uma doença debilitante ou contagiosa.
Não tem nada a ver com orientação sexual, como geralmente se pensa, não
é uma escolha nem é um capricho. Ela é identificada ao longo de toda a
História e no mundo inteiro.

TRANSEXUAIS

Por: Drauzio Varella

Identidade de gênero é a característica segundo a qual cada pessoa se identifica como homem ou mulher. A incongruência entre identidade de gênero e fenótipo físico recebe o nome de distúrbio de identidade de gênero; viver esse estado é fonte de sofrimento crônico”.

Assim começa a revisão de Louis Goren, da Universidade de Amsterdam, publicada na revista científica de maior circulação entre os médicos: The New England Journal of Medicine. Pela primeira vez, uma revista dessa importância aborda o tema da transexualidade sob o ponto de vista médico de forma tão abrangente.

As manifestações dos distúrbios de identidade de gênero vão desde viver como membro do sexo oposto, à adaptação física por meio de hormônios e de intervenções cirúrgicas.

Em 66% dos transexuais, a incongruência se instala já na infância; nos demais, ela se desenvolve na adolescência e na vida adulta. Quanto mais tardia for a transição para o novo sexo, mais dolorosa será.

As causas são desconhecidas. Autópsias realizadas em pequeno número de transexuais homem-para-mulher mostraram padrões de diferenciação sexual tipicamente femininos em duas áreas do cérebro (núcleo estriado terminalis e núcleo uncinado hipotalâmico), sugerindo que o distúrbio pode estar associado a alterações da arquitetura cerebral.

A identificação com o gênero oposto não pode ser explicada por alterações hormonais, nem por anormalidades nos cromossomos, nem por fatores psicológicos, como a exposição a certas dinâmicas familiares.

Na Holanda e em outros países industrializados, a prevalência é de um caso para cada 12 mil homens; nas mulheres, é de um para 30 mil. Nos adultos, a relação homem/mulher é de três para um. Quando a transexualidade se instala depois da adolescência, é quase sempre irreversível.

Pessoas com problemas de identidade de gênero costumam ter expectativas pouco realistas a respeito do sexo oposto. Por essa razão, os especialistas consideram essencial que o tratamento com hormônios seja mantido, por pelo menos um ano, antes da cirurgia de mudança de sexo.

O tratamento hormonal permite desenvolver características sexuais secundárias do novo sexo e mascarar as do sexo original. Não há estudos randomizados para definir as preparações hormonais nem as doses mais adequadas para cada caso.

Nos transexuais homem-para-mulher, a administração de hormônios induz o crescimento das mamas e padrões mais femininos na distribuição de pelos e de gordura. Os estrogênios são os hormônios de escolha, geralmente associados à progesterona ou a outros hormônios que suprimem a produção de testosterona.

Na transição mulher-para-homem, o objetivo é induzir virilização: padrão masculino do contorno muscular e da distribuição de pelos e gordura, além da interrupção das menstruações. O principal hormônio empregado é a testosterona, eventualmente associada à progesterona.

A cirurgia para a transformação do sexo masculino em feminino requer a retirada dos testículos e a construção de uma neovagina, a partir da pele do pênis ou de um retalho de mucosa do intestino grosso.

Na transformação oposta, há necessidade de retirar útero, ovários e mamas. Em casos raros, o clitóris cresce tanto sob a influência da testosterona e adquire o tamanho de um pênis pequeno. Quando esse crescimento é insuficiente, está indicada a metoidioplastia, cirurgia na qual o clitóris é alongado e reconstruído como um neopênis de modo a preservar a ereção e conferir a habilidade de urinar em pé, ou de introduzir próteses rígidas ou infláveis. A bolsa escrotal é reconstruída com os grandes lábios e próteses de testículos.

O tratamento cirúrgico melhora a qualidade de vida da maioria dos que optaram por ele. Quando bem indicado, apenas 1% a 2% confessam arrependimento.
Complicações precoces do tratamento hormonal são raras, mas as implicações tardias são mal conhecidas; apenas agora a medicina começa a se interessar pelo tema.

Perlutan: Prós e Contras.

 

Perlutan, o injetável mais utilizado entre travestis e transsexuais, irei abordar um pouco sobre ele, pontos positivos e cuidados na administração.

  Eu sempre fiz uso da Perlutan desde o começo da minha transição e não tenho o que reclamar, pois só me fez bem até agora, importante resaltar que no Brasil não temos injetável apenas de Estradiol então temos que nos virar com o que temos aqui, pois bem eu acredito que a Perlutan ajuda muito na transição se for bem administrada.

Já sabemos que é o Estradiol que nos feminiliza, sabemos também que para uma boa terapia hormonal devemos administrar um Antiandrógeno + Estradiol para quem quer uma feminilização 100%, e a Progesterona ou Progestinas (progestogênios) o que são?


  Progesterona é o segundo hormonio feminino , na mulher ele aje preparando o corpo para gravidez e amamentação e também na líbido.
Pois bem meninas, como nós travestis e transsexuais não temos útero ou seja não podemos engravidar rsrsrs o uso da Progesterona  é útil ou não? Isso dependo pois a Progesterona ou o Progestogênio pode ser: Antiandrogênico (Acetato de Ciproterona) Androgênico ( Levonorgestrel) ouNenhum e nem Outro ( Algestona Acetofinada da Perlutan)


  Para as meninas que não querem usar um antiandrógeno pode optar pela Perlutan, pois a progesterona  contida nela ajuda a baixar a testosterona em alguns casos se for administrada a cada 15 dias ou a cada 21 dias e mais 2 comprimidos de Estradiol (17-beta Estradiol ou Valerato de Estradiol)

  Perlutan também ajuda na líbido, algestona acetofinada é uma progestina e as progestinas ajudam na nosso líbido, se for administrado por mês é um ótimo viagra hahaha. 

  A Perlutan libera uma quantidade grande de Estradiol na primeira semana, depois ela libera muito pouco Estradiol e mais Progesterona.

Se não for bem administrada a Perlutan pode causar trombose, pode deixar seu nivel de prolactina alto e assim ferrando sua hipófise, retém muito líquido e incha bastante ( engorda horrores rsrs) além de atrapalhar sua terapia hormonal, invés de você feminilizar pode masculinizar e isso não é bom. o.O

Por isso bato na tecla que o melhor é adminstrar a Perlutan mensal, assim você não sobrecarrega seu organismo pois esse injetável foi feito para ser tomado mensalmente, então sem exageros meninas o correto é: Antiandrógeno + Estradiol. Só tomar Perlutan ou outro injetável se seus níveis de estradiol estiverem baixos ou para ajudar a dar um Up na transição, sobre taxas hormonais na terapia MtF ireia abordar em outra postagem.

Os efeitos da terapia dos hormônios MTF para trangêneros

Voz

A terapia hormonal MTF deixa a voz mais fina. O tanto que a voz vai mudar varia de pessoa para pessoa. Geralmente, hormônios são usados juntamente com um treinamento vocal para ajudar a feminilizar a voz.

Pelos no corpo

Estrogênio diminui os pelos no corpo. Os pelos na perna, braço, rosto e axilas ficam mais escassos durante o uso do hormônio. Ele também retarda a calvície e deixa o cabelo mais grosso.

Função sexual

No MTF, o estrogênio diminui o desejo sexual e também afeta a força, o tamanho e a duração de uma ereção. Além disso, os testículos vão atrofiar (encolher).

Textura da pele

A pele se torna mais suave e menos grossa com terapia hormonal. Acredita-se que o estrogênio ajuda a curar cicatrizes e a pele fica mais elástica.

Limitações

Estrogênio não vai fazer com que você menstrue ou tenha a capacidade de engravidar. Essa duas funções precisam de útero e ovário. Ele não fará com que o pênis desapareça.